Aos humanos mais nobres

O velho não acumula riquezas, pois sabe bem que as verdadeiras riquezas estão dentro de nós. Nascemos de mãos vazias e nos despedimos de mãos vazias.

O velho não cultiva a ansiedade, pois sabe que é preciso primeiro viver hoje, afinal, do amanhã não se sabe de nada, a tranquilidade é sua alçada.

O velho não quer fazer feitos extraordinários,  o que basta para ele é viver, pois tem o conhecimento de que não precisa provar nada pra ninguém.

O velho não ostenta poder, pois seu único poder é viver, e sua maior lei a simplicidade.

O velho é mesquinho, pois sabe da importância dos bens e também da facilidade com que podem perdê-los. Essa é a mais nobre consciência sobre as dificuldades da vida.

O velho quando trava uma discussão diz: deixa isso pra lá, ou simplesmente concorda com a cabeça, pois sabe que ter razão não significa ser feliz.

Velhos são escolas, museus ambulantes, histórias eternizadas em seres amáveis, lições vivenciadas, professores da vida, verdadeiros mestres na arte de ensinar. E para aprender, basta escutar.

E quando eles  se tornam avós, nasce um dos mais sublimes sinônimos de amor incondicional, afinal, é na casa deles que tudo pode.

Eles, são mestres em histórias. Com sabedoria maior do que qualquer professor, fazem de cada palavra uma lição.

Elas, são artistas do fogão. Com todo amor e carinho preparam as melhores comidas do mundo e fazem de cada prato uma arte.

Delicados como bebês, sábios como corujas.

Com um prazer imenso, apresento os entusiastas do bom-senso.

Entenda os seus avós, você descobrirá um mundo de coisas novas através de histórias velhas.

4 pensamentos sobre “Aos humanos mais nobres

  1. Delicados como os bebês… exatamente como os vejo, com o mesmo amor e proteção ‘redobrados’ que devem ser cuidados por tudo que já fizeram pela vida e pela nossa existência. Eles são a cultura dentro da nossa realidade, eles sem nós são apenas a falta da continuidade, nós sem eles somos a falta da maior riqueza do que foi nossa família, a falta do que foi nossa história!

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