Ima Ina

Ela visita sempre os causos e as casas,

Não era uma mulher, muito menos uma menina,

Era um templo perdido no tempo,

Seus cabelos entre as salas balançam,

Feitos coqueiros em dia de ventania

De forma e vontade mista,

Cedo, tarde ou talvez rasteja,

Por entre os tubos, à mercê,

Pensava,

Lançara a si e as suas ideias,

Afastando-as dali a perder de vista,

Seu olhar adormece, não esquece,

Como uma lupa que entrou em sintonia,

E se anima quando vê de cima,

Em busca do minúsculo músculo das coisas,

Tantos líquidos, fluídos feito buzina,

Tanto dentro quanto fora,

Da fibra inquieta dos volumes,

Agora parada, parecia, mas não confirmava,

Não era,

Ela tinha muitos sonhos,

E por isso dormia neles,

Fazia dos afazeres sua montaria de guerra,

Retratando o belo,

A menina melanina,

Ser, não,

Soro e taurina,

Para invadir outras elas,

Sente seus braços nos traços da espinha,

Não dó, mas paz,

Que se podia entender o sentido,

E ler a bula,

Ensina, ansiã, fascina,

O fato de ser fábula e o horror de não sabê-la,

Sobrava,

Te ouço de cima do galho,

De frente do pote,

Em qualquer esquina,

O que então foi aquela?

Coisa? Pessoa?

Casada, feliz, solteira, boa?

De dentro, doce e tão lento,

Perfume sereno me anima,

Quem então era aquilo?

Buceta, olhos, cú, mamilos?

Entre nós qual o empecilho?

Qual o terreno da sua trilha?

Adeus e na vinda linda,

Qual oceano? Qual ilha?

Por Léo Bosso e Renan Virgo em visita

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