Rita, uma presença de amor

 Hoje eu me sinto mais só.
Só de não te ver,
Só sem seu sorriso,
Mas pra que isso?
Se você nos ensinou,
A transformar a sua falta,
Na presença do seu amor,
Você,
Que entendeu como ninguém o valor da simplicidade;
Você, 
Que ensinou o valor do amor e do respeito a quem quisesse ouvir;
Você,
Que sempre me inspirou sobre as belezas da cozinha,
Mestra dos temperos e senhora dos sabores,
Suas gargalhadas serão eternizadas,
Seus sorrisos permanecerão em meus pensamentos,
Sua alegria contagiante será sempre lembrada com carinho,
Radiante, cheia de brilho,
O meu amor por você será eterno!
Seja junto às flores da primavera,
Ou no frio inverno,
Aconteça o que acontecer, vai ser assim,
Você pra sempre viverá em mim.
Obrigado por nos fazer enxergar que o mundo não é apenas o que vemos.
E que o verdadeiro valor está nas coisas simples.
Você nos ensinou a transformar a sua falta, pela presença constante de seu amor!
 
Se eu chorar é de saudade,
Pra poder lembrar que você existe de verdade!
Vó, obrigado por sua eterna existência em nós!
4 anos de saudade!
A melhor cozinheira de todos os tempos
 “Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você”

O tutano da vida

Fui voar e mergulhar,

Destilar a beleza dos detalhes,

Explorar a  leveza das brisas,

Extrair a riqueza dos gestos,

Filtrar com destreza lisa,

Comer o tempero dos verbos,

Desfrutar com o doce prazer,

De sugar o tutano da vida,

E compor a essência dos versos.

Mergulho Pro Fundo

Vivo

VIVO um caso de amor com a existência

E um romance com a estrada,

Pois tenho encontro marcado com A VIDA.

Vivo o tempo de um sopro,

Como a eternidade de um século.

Não sei o porque disso,

Só sei que vivo.

Salvador Dali

Só sei que vivo,

Não sei o porque disso.

Como a eternidade de um século,

Vivo o tempo de um sopro.

Pois tenho encontro marcado com A VIDA

E um romance com a estrada.

VIVO um caso de amor com a existência.

As gêmeas de outro mundo

Elas chegaram em uma nave espacial cheia de palavras. E com poucas delas já me transportaram para aquele mundo, onde tudo era possível. Tudo!
O riso e os olhares eram puros e adoráveis. Pelo ar, haviam bolas de sabão e palavras muito velozes. Palavras que eram levadas por uma linguagem rápida. Ligeiras como o bater de asas de um beija-flor. Ideias eram disparadas em velocidades altíssimas. Muitos não acompanhavam, mas também não deixavam de se encantar.
Acrobatas por natureza, a dupla apresentava uma verdadeira performance em público. Um jeito único, em uma alma duplicada. Assim, prendiam a atenção de todos. Hipnotizavam. Nunca passariam despercebidas, combinavam como corpo e alma. Eram mais sintonizadas que Bia e Branca, as brasileiras campeãs olímpicas de nado sincronizado. Mas a diferença das gêmeas que me refiro, era que essas estavam em um oceano de refrigerante, onde formavam redemoinhos, dentro da garrafa gigante.
Um gênio raro dividido em dois. Cabelos lisos enfeitados com tiaras na cabeça, uma rosa e uma azul. Amável inocência.
A menina de tiara rosa era a Gabriela, procurava ser correta e se queixava das brincadeirinhas da sua irmã. Ela era doce, fazia questão de corrigir sua companheira de berço, mas não ficava pra trás quando o assunto era brincadeira.
A de azul era a Evelyn, tinha o notável dom do teatro e não via a hora de arreliar sua irmã mais uma vez. Ela era arteira e adorava disparar palavras e mais palavras. O que mais se via eram seus dentes, que sempre apareciam em meio aos risos e gargalhadas.
Evelyn dominava como ninguém a arte do sarcasmo e a beleza da ironia, mas nunca deixava de ser espontânea.
Essa dupla me fez sentir como se estivesse num sonho, onde tudo era fantasia e piruetas!
O circo estava erguido e o palco estava armado. E a platéia? De prontidão há muito tempo, esperando a próxima cambalhota.
Falavam mais que todos, prendiam a atenção. Literalmente brilhavam em um mundo cinza!
Gabi e Evelyn eram meninas encantadoras, seres de outro planeta. E ontem, eu tive o prazer de conhecê-las.
Crianças índigo? Geração Z? Não sei… Só sei que não eram desse mundo.

Felizes sem motivo, elas faziam de tudo pra que continuassem nesse planeta lúdico, onde só existiam crianças, platéia e público. Falavam com adultos, mas tinham apenas 6 anos.

Outro planeta

Uns perdem por não dar atenção. Perdem vida. Deixam de ganhar alma, de graça, sem pagar nada.
Afinal, é brincando com as crianças que conseguimos voltar a ser crianças. Saímos um pouco desse mundo turbulento e cheio de regras. É por isso que eu digo: as crianças ensinam mais que muitos adultos, basta mergulhar no mundo delas!

Sobre a luneta

Olho pra luneta,

do alto do Universo,

Noite ou dia,

Sinergia, verso,

Olho pra luneta com olhar inverso,

Pureza e cria,

Outro dia  imerso,

Olho pra luneta pra ver a Lua,

E descobrir a verdade,

Sobre toda criatura,

Olho pra luneta de perto,

Pra enxergar,

As outras partes do Universo,

Olho pra luneta,

Em busca de um conselho,

Mas na verdade é dessa altura,

Que eu me olho no espelho.

Child of the Universe

O dia em que o mar falou

  Estou ciente,

Que o mundo girou,

E eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

 

Menos gente,

O tempo passou,

Mas eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

 

Desde sempre,

Livre estou,

Mas eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

 

Simplesmente,

O fundo escutou,

Que eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

O dia em que o mar falou

Onde as águas são palavras e as ondas são vírgulas.