Um dia e tanto

Um dia em que a felicidade esteve presente em todas as horas,

Horas essas, que nos faziam esquecer que horas eram,

Um dia de muitos passos, grandes descobertas e a agradável companhia da imprevisível natureza,

Os fortes ventos, as chuvas repentinas e os raios de sol dançavam em sincronia sob o infinito céu azul,

Os campos verdejantes brilhavam e os ventos sopravam,

Boas novas e bons pensamentos,

Estávamos na misteriosa Ilha da Esmeralda,

Terra de guerreiros livres,

Um contato com o berço da civilização celta,

A leveza de estar em casa e a certeza de ser feliz,

Respiramos história e inspiramos nossas almas,

Já temos muita história pra contar.

Glendalough - Ireland

O dia que durou um mês nas terras de Glendalough, condado de Wicklow, Ilha da Esmeralda!

A Citizen of the World – Um Cidadão do Mundo

I’m a citizen of the world,

Of the beauty and contradictions,

Scenarios, steps and lessons,

About the relations,

Endless connections,

The human search,

Full,

Physical, psychological, anthropological,

Flying is that I find the logic,

Excellence of being,

Human, people, face,

Trace, lace, taste,

All different,

Dipping in history

Old world, Middle-earth,

Navigating like a Viking,

In a large museum of news,

In the corners of the Joyce’s land,

Other words, other roads.

St. Patrick's Day - Dublin 2013

Sou um cidadão do mundo,

Das belezas e das contradições,

Dos cenários, dos passos e das lições,

Sobre as relações,

Infinitas conexões,

A pesquisa humana,

Plena,

Físico-psico-antropológica,

É voando que encontro a lógica,

Excelência do ser,

Humano, gente, rosto,

Traço, laço, gosto,

Tudo diferente,

Mergulhando na história,

Velho mundo, terra-média,

Navegando como viking,

Em um museu de grandes novidades,

Nas esquinas da terra de Joyce,

Outras palavras, outras estradas.

Enquanto houver poesia

Poesia

Enquanto houver poesia,

Haverá vida, haverá fome,

Enquanto houver vida,

Há de haver alquimia,

Enquanto houver palavra,

Haverá sonho, haverá sede,

Enquanto houver sentido,

Haverá canto, haverá dia,

Enquanto houver encanto,

Há de haver poesia.

blowing-dreams-by-nanda-kammi

Dialética

Muito além do normal,

Além da palavra,

Transcendental,

Além da matemática,

Da matéria,

Não-verbal,

Além da explicação,

Do por que,

Do real,

Dialética, linguagem,

Semiótica e surreal,

Laboratório,

Leitura labial.

Neurotransmissão

Paisagem de palavra

Suas palavras são uma passagem de ida,

A um mundo doce de fantasia,

Onde tom é beleza,

E fadas são vida,

Letras têm cheiro,

Na bela paisagem colorida.

Rio, mar e mente de pujante cor,

Montam grandes ondas cheias de sabor.

Doce Mar

As gêmeas de outro mundo

Elas chegaram em uma nave espacial cheia de palavras. E com poucas delas já me transportaram para aquele mundo, onde tudo era possível. Tudo!
O riso e os olhares eram puros e adoráveis. Pelo ar, haviam bolas de sabão e palavras muito velozes. Palavras que eram levadas por uma linguagem rápida. Ligeiras como o bater de asas de um beija-flor. Ideias eram disparadas em velocidades altíssimas. Muitos não acompanhavam, mas também não deixavam de se encantar.
Acrobatas por natureza, a dupla apresentava uma verdadeira performance em público. Um jeito único, em uma alma duplicada. Assim, prendiam a atenção de todos. Hipnotizavam. Nunca passariam despercebidas, combinavam como corpo e alma. Eram mais sintonizadas que Bia e Branca, as brasileiras campeãs olímpicas de nado sincronizado. Mas a diferença das gêmeas que me refiro, era que essas estavam em um oceano de refrigerante, onde formavam redemoinhos, dentro da garrafa gigante.
Um gênio raro dividido em dois. Cabelos lisos enfeitados com tiaras na cabeça, uma rosa e uma azul. Amável inocência.
A menina de tiara rosa era a Gabriela, procurava ser correta e se queixava das brincadeirinhas da sua irmã. Ela era doce, fazia questão de corrigir sua companheira de berço, mas não ficava pra trás quando o assunto era brincadeira.
A de azul era a Evelyn, tinha o notável dom do teatro e não via a hora de arreliar sua irmã mais uma vez. Ela era arteira e adorava disparar palavras e mais palavras. O que mais se via eram seus dentes, que sempre apareciam em meio aos risos e gargalhadas.
Evelyn dominava como ninguém a arte do sarcasmo e a beleza da ironia, mas nunca deixava de ser espontânea.
Essa dupla me fez sentir como se estivesse num sonho, onde tudo era fantasia e piruetas!
O circo estava erguido e o palco estava armado. E a platéia? De prontidão há muito tempo, esperando a próxima cambalhota.
Falavam mais que todos, prendiam a atenção. Literalmente brilhavam em um mundo cinza!
Gabi e Evelyn eram meninas encantadoras, seres de outro planeta. E ontem, eu tive o prazer de conhecê-las.
Crianças índigo? Geração Z? Não sei… Só sei que não eram desse mundo.

Felizes sem motivo, elas faziam de tudo pra que continuassem nesse planeta lúdico, onde só existiam crianças, platéia e público. Falavam com adultos, mas tinham apenas 6 anos.

Outro planeta

Uns perdem por não dar atenção. Perdem vida. Deixam de ganhar alma, de graça, sem pagar nada.
Afinal, é brincando com as crianças que conseguimos voltar a ser crianças. Saímos um pouco desse mundo turbulento e cheio de regras. É por isso que eu digo: as crianças ensinam mais que muitos adultos, basta mergulhar no mundo delas!

O dia em que o mar falou

  Estou ciente,

Que o mundo girou,

E eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

 

Menos gente,

O tempo passou,

Mas eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

 

Desde sempre,

Livre estou,

Mas eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

 

Simplesmente,

O fundo escutou,

Que eu estava presente,

No dia em que o mar falou.

O dia em que o mar falou

Onde as águas são palavras e as ondas são vírgulas.