Ancestral desire

High doses of dopamine,

To live brings experience,

That life turns into adrenaline,

Visceral behavior,

It opens the sensors,

Of the ancestral sense,

From the brain to their enzymes,

There is a social desire,

A mirror network,

Stitching the line of survival,

Weaving the present senses,

With old dreams,

Future desires,

And old friends,

For the revolution to happen,

And awaken new consciousness,

Between the collective and the social,

Irrational impulse,

Primitive,

Essential.

Social Brain

Em altas doses de dopamina,

A vivência traz experiência,

Que a vida transforma em adrenalina,

Comportamento visceral,

Abrem-se os sensores,

Do sentido ancestral,

Do cérebro às suas enzimas,

Existe um desejo social,

Uma rede de espelhos,

Que costuram a linha da sobrevivência,

Entrelaçando os sentidos presentes,

Com sonhos antigos,

Desejos futuros,

E velhos amigos,

Para que aconteça a revolução,

E despertem a nova consciência,

Entre o coletivo e o social,

Impulso irracional,

Primitivo,

Essencial.

A Citizen of the World – Um Cidadão do Mundo

I’m a citizen of the world,

Of the beauty and contradictions,

Scenarios, steps and lessons,

About the relations,

Endless connections,

The human search,

Full,

Physical, psychological, anthropological,

Flying is that I find the logic,

Excellence of being,

Human, people, face,

Trace, lace, taste,

All different,

Dipping in history

Old world, Middle-earth,

Navigating like a Viking,

In a large museum of news,

In the corners of the Joyce’s land,

Other words, other roads.

St. Patrick's Day - Dublin 2013

Sou um cidadão do mundo,

Das belezas e das contradições,

Dos cenários, dos passos e das lições,

Sobre as relações,

Infinitas conexões,

A pesquisa humana,

Plena,

Físico-psico-antropológica,

É voando que encontro a lógica,

Excelência do ser,

Humano, gente, rosto,

Traço, laço, gosto,

Tudo diferente,

Mergulhando na história,

Velho mundo, terra-média,

Navegando como viking,

Em um museu de grandes novidades,

Nas esquinas da terra de Joyce,

Outras palavras, outras estradas.

Alimente

Explosão artística,

Samba, vento e alquimia,

Das horas da noite,

Aos minutos do dia,

No ar,

Um toque de incenso,

Pra lembrar do que é bom,

Senso,

Pra pensar sobre a música,

E os encantos do tempo,

Observar a tinta no quadro,

Sair um pouco do quadrado,

Por entre telas e lírios,

Os tons e os brilhos dizem,

Que por aqui,

As tintas dançam,

Formando o desenho,

E a inspiração,

É o oxigênio.

Explosão Artística

Sobre a luneta

Olho pra luneta,

do alto do Universo,

Noite ou dia,

Sinergia, verso,

Olho pra luneta com olhar inverso,

Pureza e cria,

Outro dia  imerso,

Olho pra luneta pra ver a Lua,

E descobrir a verdade,

Sobre toda criatura,

Olho pra luneta de perto,

Pra enxergar,

As outras partes do Universo,

Olho pra luneta,

Em busca de um conselho,

Mas na verdade é dessa altura,

Que eu me olho no espelho.

Child of the Universe

Sobre comer e roer

Roer é receio,

Comer é vontade,

Roer é saudade,

Comer é saúde,

Roer é corpo,

Comer é alma,

Roer é quase,

Comer é certo,

Roer é matéria,

Comer é metáfora,

Roer é nado,

Comer é mergulho,

Roer é raso,

Comer é profundo,

Roer é distância,

Comer é entrega,

Roer é saber,

Comer é sabor,

Roer é ter,

Comer é valor,

Comer é ser.

 
Inspirado em Rubem Alves no livro – Sobre a ciência e a sapiência. E em todos os outros antropófagos que já existiram.

Fragmentação natural

Como um mosaico, nossa mente é fragmentada,

E vive se multiplicando em outros fragmentos,

Nos mostrando inúmeros Eu’s,

Facetas que se escondem nas águas do inconsciente, saltam e dançam no oceano da mente,

Como grãos de areia que se reagrupam a cada nova onda,

Assim é nosso Ser,

Como uma colcha de retalhos, costurada com a linha da experiência,

Ser,

Se transforma a cada sensação, se abre a cada novo sentido.

Cores sobrepostas, novas tonalidades.

Verdades se tornam dúvidas,

Vendidas ao próximo vento,

Faladas em breve momento,

Ser e não ser,

Muito mais certo do que o tempo,

Eu fui,

Eu estou,

Eu vou,

É,

Ou,

Não,

Era,

Uma vez,

Talvez,

Sim e não,

São vidas em conflito. Constante contradição.

O reino dos poetas

Que sejam libertas,

Todas as forças da imaginação,

E os sonhos nos transportem,

Ao reino dos poetas,

Onde os pássaros são fadas,

Os peixes tem asas,

E as árvores são casas,

Belo povo élfico,

Flutuam em nuvens de algodão doce,

Novo conto épico,

Onde os cheiros dançam em sincronia,

Policromia,

Rosas cantam com alegria.

Príncipes,

Que aplaudam essa festa calorosa,

E reis,

Que contemplem essa cena primorosa.

      Inspirado em Willian Shakespeare

                            

Transdisciplinaridade

Conexões de saberes

Intersecção de sabores,

Alquimia experimental,

Salada de amores,

Mistura de temperos,

Miscelânea natural,

Redes cruzadas,

Troca-troca plural,

Raízes trançadas,

Entrelaçadas,

Tridimensional.


Mistura e vê o que dá!

Ser Devorativo

Cada passo uma descoberta,

Cada traço uma via expressa,

Cada esquina um novo ser,

Cada aposta uma nova obra,

Cada olhar um outro ver,

Um banquete que se come com os sentidos,

Bocas e ouvidos,

Deglutir,

Experimentar,

Olhos e nariz,

Não resistir,

Devorar,

Reexistir!

“Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago” Oswald de Andrade